PES ganha na aparência, rapidez e inteligência artificial, Fifa domina no realismo e nos comentários.
A coisa quase toma contornos clubísticos quando se fala na eterna luta entre a EA e a Konami para ganhar o título de campeão dos jogos de futebol (e de vendas).
Olhó robô
O que mais tem dividido os fãs de uma ou outra série são a jogabilidade e as licenças de utilização dos nomes e imagens reais dos jogadores. Até agora, e sobretudo nos últimos dois anos, a gigante EA não deu hipótese à Konami de para se impor. Este ano a diferença entre os dois títulos atenua-se e, ao mesmo tempo, aumenta, sempre a favor do PES: atenua-se nas licenças – o PES tem agora, para além da Liga dos Campeões, a Liga Europa, o que “obrigou” a Konami a dar mais atenção aos pormenores das caras dos jogadores. E aumenta porque o PES está mais fluido, mais feito para a partida rápida ocasional (apesar das novas opções tácticas) e o Fifa está mais lento, mas mais realista nos movimentos dos jogadores.
O qué’qué isso oh meu?
Os comentários em Português de Fifa 10 arrumam a um canto o esforço da Konami de incluir, pela primeira vez, a língua de Camões no PES. Mesmo com erros de sincronização (estamos a ganhar e eles insistem que estamos a passar por dificuldades) os comentários made in EA são claramente melhores do que a dupla Pedro Sousa (SportTV) e João Vieira Pinto, no PES. A diferença pode estar na existência ou não de um guião, que a EA garante não ter enviado aos seus comentadores. No caso do Pro Evolution, os comentários de Pedro Sousa soam “demasiado perto” dos comentários … em inglês. Já João Pinto tem tiradas humorísticas fantásticas tanto pelo conteúdo do texto como pela clara noção de que o comentador está a ler.
Eu vi a luz!
A versão do jogo que pudemos jogar foi a da PS3 e em ambos os jogos os gráficos estão irrepreensíveis, com vantagem para o PES, que levou bem a sério o novo desafio da Liga Europa.
Chega pra'lá!
O drible a 360 graus sente-se apenas no Fifa, apesar de ser uma das características anunciadas pela Konami. No Fifa as colisões e a movimentação geral dos jogadores está melhor, mas acaba por perder na inteligência artificial dos jogadores, que ficam parados demasiadas vezes, o que chega a ser irritante.
Como modos próprios, a EA tem o já tradicional Manager mode e o novo Live Season que permite jogar (um campeonato custa mais 5 euros ) com os dados e estatísticas actuais dos campeonatos. No PES, as novas possibilidades de definir tácticas ganham relevância , bem como o modo Comunidade, ideal para a tradicional “pesada” dos amigos lá em casa, já que guarda os dados de todos os jogos feitos entre um grupo de amigos.
in Jornal I


1 comentário:
A defender o ponto de vista feminino. A EA ganha...
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