quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Segredo revelado




O que eu näo entendo é o motivo de perderem horas e horas a maquilhar um rabo para que pareça perfeito quando há por aí milhöes deles que näo precisam nem de um retoque e säo muito melhores que os das modelos. Será que só eu os vejo ou ando a ver mal?

 "O segredo da marca mais famosa de lingerie foi finalmente revelado: chama-se make-up de rabo. A conhecida firma americana contrata as melhores modelos do mundo e fá-las desfilar por Nova Iorque numa estratégia de marketing incomparável. Mas se os "Angels" parecem perfeitos e se a perfeição não existe, há alguma coisa que não bate certa.

Para terem a pele perfeita, as modelos da Victoria's Secret são cuidadosamente maquilhadas no...rabo. E, num instante, todas as imperfeições são disfarçadas.

"Trata-se de criar a ilusão de um corpo perfeito e maravilhoso na passerele. As pessoas não percebem que há vinte camadas de maquilhagem no meu rabo", disse Selita Ebanks, uma das modelos da marca.

Os Anjos demoram cerca de uma hora no trabalho de make-up do rabo, à qual se juntam entre três a cinco horas, entre cabeleireiros e maquilhagem de rosto. A equipa é composta por 38 profissionais."

In jornal I


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Tratado de Lisboa - mudanças para o futuro


Com a aprovação por todos paises do Tratado de Lisboa convém saber as principais mudanças que nos irão afectar directa ou indirectamente no futuro. Aqui estão algumas das principais mudanças:



O direito de petição

A partir de agora, os cidadãos dos vários Estados membros podem juntar-se para obrigar a Comissão Europeia a propor legislação sobre uma matéria que consideram importante. O tratado fala apenas em nacionais de um número significativo de Estados membros. O mínimo de pessoas para pôr em andamento uma petição deste género é de um milhão. Nada difícil de conseguir, na era dos fóruns sociais na Internet, como o Facebook ou o Hi5. A medida visa combater o défice democrático na UE.


A perda de peso nas votações do Conselho

A partir de 2014 passa a haver uma nova ponderação de votos assente numa dupla maioria de 55% de países que somem 65% da população da UE. Em consequência disso, Portugal terá menos peso nas decisões. No actual esquema, previsto no Tratado de Nice, Portugal pesa 3,4% em cada votação, tem 12 votos e são necessários 88 para bloquear uma decisão. No futuro, para travar uma decisão, necessitará de coligações maiores. Com dez milhões de habitantes, Portugal pesa apenas 2% nas votações do sistema proporcional. A votação por maioria qualificada passa a ser a regra, estendendo-se a 40 áreas, como justiça e assuntos internos. A unanimidade mantém-se, porém, em matérias fiscais, por exemplo. Alemanha, França e Reino Unido terão maior facilidade em formar alianças.


A manutenção do comissário português

Após negociadas as garantias para a Irlanda, a UE permitirá que cada país mantenha o seu comissário europeu. Nice e Lisboa, antes do compromisso com a Irlanda, obrigava à redução e a um sistema rotativo, por uma questão de eficácia, uma vez que a UE tende a aumentar e não há pastas para atribuir a todos os Estados membros. O português Durão Barroso foi reeleito presidente da Comissão até 2014. Depois disso, Portugal voltará a ter direito a um comissário. E tudo graças à pressão dos eleitores irlandeses, que só aprovaram o Tratado ao segundo referendo.


Maior fiscalização por parte da Assembleia

Os parlamentos nacionais terão mais poderes para fiscalizar o princípio de subsidariedade, ou seja, garantir que a UE só intervém em certas áreas quando os países não conseguem resolver as questões. Assim, os deputados da Assembleia da República continuarão a avaliar as propostas de legislação comunitária, vendo o prazo para o fazerem alargado de seis para oito semanas. Além disso, quando um terço dos parlamentos dos 27 países da UE acharem que é preciso rever uma proposta legislativa, podem reenviá-la à Comissão Europeia.


A perda de liderança nas presidências da UE

Portugal, quando voltar a exercer a presidência rotativa da UE, dentro de 15 anos, já não vai ter o primeiro-ministro a liderar o Conselho Europeu e o chefe da diplomacia a chefiar o Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros. Isto porque o Tratado de Lisboa cria dois novos cargos, o de presidente permanente do Conselho, com mandato de dois anos e meio, renovável uma vez, e o de Alto representante para a Política Externa e de Segurança, que é ao mesmo tempo vice-presidente da Comissão. Os nomes escolhidos para ocupar os cargos pela primeira vez foram o belga Herman van Rompuy e a britânica Catherine Ashton. Esta opção foi tomada para criar uma representação estável da UE a nível externo. A nível das outras formações do Conselho de Ministros continua a haver presidências rotativas de seis meses.


A hipótese de sair da União Europeia

Os Estados membros vão ter, pela primeira vez, a possibilidade de entrar e sair na União Europeia consagrada num tratado. É uma cláusula que foi herdada do defunto Tratado Constitucional Europeu e era considerada como uma das suas maiores inovações. Assim, quando alguém em Portugal fizer como o ex-ministro da Agricultura Jaime Silva, que perguntou aos agricultores se queriam sair da UE, no meio de uma discussão, os cidadãos já podem responder que 'Sim'. Muitos críticos do Reino Unido já chegaram a sugerir que este país eurocéptico poderia ser o primeiro a fazer uso desta nova medida.


O respeito pelos direitos fundamentais

A Carta dos Direitos Fundamentais, assinada em 2000, passa a ter carácter vinculativo, obrigando, por isso, a UE a respeitar os direitos fundamentais dos seus cidadãos na legislação comunitária. Apesar de não estar fisicamente dentro do tratado, foi proclamada em Estrasburgo, em 2007, e consta numa declaração anexa. Reino Unido e Polónia obtiveram derrogações neste capítulo, um por não querer que direitos como o da greve sejam impostos a partir de fora, outro por não quer flexibilizar o direito ao aborto e dar mais direitos dos homossexuais. No mês passado, numa manobra de última hora, a República Checa conseguiu também a garantia de que não será obrigada pelo Tribunal Europeu das Comunidades, no Luxemburgo, a devolver terras confiscadas aos alemães sudetas na II Guerra Mundial. Este tribunal vai também ver se as leis nacionais na área da justiça e assuntos internos estão em conformidade com o direito comunitário. Também aqui há derrogações, para o Reino Unido e para a Irlanda.


Integrar uma Zona Euro com mais peso

O euro, moeda única, é um bom exemplo de como a UE a duas velocidades pode funcionar. Portugal integra desde o início o pelotão da frente nesta matéria e é um dos 16 países que actualmente pertencem à zona euro. O Eurogrupo, grupo de ministros das Finanças desses 16 Estados, vai ser formalizado pela primeira vez e ter um presidente com um mandato de dois anos e meio, renovável uma vez. Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro e ministro das Finanças do Luxemburgo, que já é o presidente do Eurogrupo, deve ser hoje escolhido para este mandato permanente que cria o tratado. A reunião surge depois de ontem, em Bruxelas, os ministros das Finanças dos 27 terem dado até 2013 para que Portugal equilibre o défice. As actuais regras europeias admitem um máximo de 3% e o país ultrapassa actualmente esse valor.


Menos eurodeputados mas com mais poder

O Parlamento Europeu vê o seu número de deputados limitado a um número máximo de 750, mais o presidente. Portugal passa a ter 22 deputados na legislatura de 2009--2014, quando tinha 24 na anterior. Estes terão, porém, mais poder, uma vez que o Tratado de Lisboa alarga as áreas de co-decisão. Assim, os eurodeputados serão parceiros do Conselho e da Comissão na aprovação de leis, em áreas como o direito de asilo, espaço Schengen ou cooperação judiciária. E controlarão em cerca de 95% a legislação comunitária.


Ajudar e ser ajudado em caso de catástrofe

O Tratado de Lisboa cria uma cláusula de solidariedade entre os Estados membros da União Europeia, para que haja uma reacção rápida perante determinadas situações, como catástrofes naturais ou ataques terroristas. A regra é que, perante cenários e ameaças deste tipo, os 27 ajam e respondam em conjunto

in Diário de Noticias

Dia da Restauração da Independência


Neste dia em que celebramos, ou melhor, deviamos celebrar a nossa independência, pois quase não se dá nenhum valor a este dia, creio que devemos dar palavra aos descendentes da nossa liberdade. Um dia que vivam em Espanha sentirão melhor a força deste dia.

"D. Duarte Pio de Bragança, descendente directo do rei Restaurador do 1 de Dezembro de 1640, queria ver restauradas em Portugal a auto-estima e a capacidade de dedicação e serviço generoso.

Correio da Manhã – O que considera, hoje, mais importante restaurar em Portugal?

D. Duarte Pio – A auto-estima dos portugueses, que está muito por baixo. O raciocínio lógico que tanto caracterizava as nossas gentes, mas foi abandonado pelo sistema escolar completamente desadaptado das necessidades da juventude. E a capacidade de dedicação e serviço. Temos de perceber que, se não servirmos a nossa pátria com generosidade, perderemos o que melhor nos defende. Não podemos entregar o nosso destino aos estrangeiros.

– Pensa que Portugal está em perigo com a União Europeia?

– Sim, e sob vários aspectos. O primeiro é haver dentro da UE quem, traindo os objectivos comunitários iniciais de uma confederação de estados europeus, queira avançar para uma república federal europeia, em que cada estado-nação passa a ser representado por um governador igual aos que existem nos EUA ou no Brasil. Este desígnio federativo é contrário aos interesses de Portugal, mas há muitos que o defendem. Tal como há outros que dizem que Portugal devia fazer parte da Espanha e agem, de facto, nesse sentido.

– Esse perigo ameaça igualmente repúblicas e monarquias na UE?

– Não, só o vejo nas repúblicas. A grande angústia que sentimos em Portugal em relação à nossa independência é um problema que não existe em países como a Holanda, a Bélgica, a Dinamarca, nem mesmo no Luxemburgo, onde no topo do estado estão os meus primos grão--duques e 25% da população activa são portugueses. Pelo contrário, em Itália sentem-se riscos graves para a unidade nacional.

– Que vantagem há em ter um rei?

– Na Monarquia, quem está no topo das instituições nacionais é um juiz independente que nunca é suspeito de tomar atitudes a favor ou contra qualquer dos partidos políticos que disputam o voto e governam.

– Mas também há escândalos como o caso Loockeed na Holanda…

– Só que a reacção das pessoas é diferente. Os holandeses apoiaram a rainha que, coitada dela, tinha de aturar um marido que se metia em confusões. Mas foi diferente de quando há um ministro que recebe comissões pelos aviões que compra.

"HÁ INTERESSE EM QUE A JUSTIÇA NÃO FUNCIONE"

CM – A Justiça preocupa-o?

D. Duarte Pio – Sim, porque as leis que regem a Justiça estão muito mal feitas e favorecem sempre o infractor. Além disto é claro que a Justiça não tem meios. Há juízes que têm de ir trabalhar para os seus automóveis por falta de espaço próprio nos tribunais. Assim é difícil ter a Justiça a funcionar. E há quem tenha interesse em que a Justiça não funcione.

– E como vê a situação no ensino?

– Aí o que mais me preocupa é o total abandono do raciocínio lógico que devia estar na base de todo o ensino. Não se aprende a escrever com lógica, inteligência, criatividade e graça. E, quando não se escreve bem, o natural é que também não se pense bem. Temo que persista aquela péssima ideia de que as pessoas não precisam de pensar porque os governantes pensam por elas.

– Vê essas carências nos estudos dos seus filhos?

– Na verdade, não sou capaz de acompanhar o estudo do português dos meus filhos, de tão estranho ele se tornou. Tenho esperança na nova ministra da Educação que é uma pessoa inteligente e culta. O grande problema é que hoje, como no tempo do dr. Salazar, qualquer pessoa que critique é vista como um incómodo.

"CONJURADOS PENSARAM CRIAR UMA REPÚBLICA"

CM – Como vê o 1.º de Dezembro?

D. Duarte Pio – Foi um acto de afirmação do povo português, farto de ser governado por estrangeiros. Quando o primeiro rei Filipe tomou a coroa, disse que os dois países se mantinham independentes. Rapidamente se viu que isso era falso e que Portugal estava ao serviço da estratégia de Espanha. Foi sempre assim. Bascos, catalães, galegos e andaluzes queixam-se também do centralismo totalitário castelhano, de Madrid, em relação a toda a Península Ibérica.

– Porque hesitou o duque?

– Ele mostrou grande prudência porque sabia que, no caso de falhar, seria decapitado. E à sua família aconteceria o mesmo. Havia também o problema de, se a revolução nacional falhasse, demorar muito tempo até ser possível fazer outra. Mas assumiu todas as responsabilidades. Era descendente directo de D. Afonso Henriques por via masculina e com ele se retomou a sucessão dinástica.

– Era sucessor incontestável?

– Os conjurados pensaram também em criar uma república em Portugal como a de Veneza ou a holandesa, porque era um regime em voga como se viu com Cromwell. Consideraram, porém, que a república não teria força suficiente para resistir a Espanha.


DEFENESTRAÇÃO NA RIBEIRA

O principal acto dos conjurados na Restauração, a 1 de Dezembro de 1640, foi a morte e a defenestração de Miguel Vasconcelos (1590--1640), um nobre português que desempenhava funções de secretário de Estado da duquesa de Mântua, vice-rainha de Portugal, na dependência do rei de Espanha. O seu lançamento por uma janela do Paço da Ribeira foi o sinal de que a revolução nacional era vencedora. Como se sabe, não foi tarefa fácil. Os conjurados demoraram a descobri-lo dentro de um grande armário, onde se refugiara com uma arma. Não lhe valeu de nada. Foi crivado de balas antes de ser defenestrado."

João Vaz in Correio da Manhã

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Que bem se está no campo...


Depois de uns dias relaxando no inverno de Coimbra chegou o dia de voltar a Madrid. Levo mais uma vitória da Briosa, a noção de que neste pais nada muda e uns quilitos a mais de tanto comer.