domingo, 17 de janeiro de 2010

Mais uma "Made in Spain"



No final de Novembro, o tema "Kalemba (Wegue Wegue), dos Buraka Som Sistema, atingiu a primeira posição do top de singles espanhol, deixando para trás concorrência de peso: Alicia Keys e Alejandro Sanz (no segundo lugar com "Looking for Paradise") ou Black Eyed Peas e o seu "I Gotta a Feeling" (que fecha o top ten). Desde então não saiu do topo, mesmo que os espanhóis não percebam nada da letra e lhe chame "Wiki Wiki". "Kalemba" fala do orgulho em ser angolano, explica Conductor, que escreveu a letra em parceria com a MC convidada Pongo Love.

 Ver documento

Jornal I, Publicado em 13 de Janeiro de 2010

Vontade Popular vs Ditadura da Maioria


"... a recusa do referendo solicitado à Assembleia da República é outra história e põe em causa outro tipo de questões - talvez, até, bem mais importantes. Ou se aceita a existência de referendos num sistema de representação parlamentar puro ou não se aceita. Não sendo plebiscitário, o nosso sistema prevê, contudo, a realização de referendos, inclusive por iniciativa popular, se aprovados pelo Parlamento e reunida uma série de condições fixadas na lei. Acreditem que não é fácil a nenhum grupo de cidadãos, organizados ad hoc, recolher os milhares de assinaturas que a lei exige para o requerimento à Assembleia. Noventa mil assinaturas recolhidas merecem respeito, e o facto de os signatários se moverem na direcção oposta à da maioria parlamentar e política não pode ser motivo válido para a rejeição liminar de qualquer referendo. A maioria deles, aliás, visa quase sempre um fim oposto ao de uma maioria política de momento: é isso mesmo que os justifica. Como escreveu Helena Matos, no "Público", "podemos gostar ou não do que essas 90.000 assinaturas querem dizer, mas é no aceitar dos resultados desagradáveis que as democracias se distinguem das ditaduras". O referendo é um instrumento de contenção ou alteração da vontade política pela vontade popular, em assuntos específicos. E se a soberania da lei reside no povo, que delega a sua vontade em representantes, nada impede que em certos momentos o povo queira suspender essa delegação de poderes e chamar a si a resolução directa de determinado assunto. Para quem aceitar este princípio, fica até difícil rejeitar à partida qualquer referendo, excepto se o seu objecto for inútil, despiciendo ou contrariar directamente normas constitucionais.

O tema dá pano para mangas, mas eu não vi, até agora, qualquer argumento que me convencesse, que, no caso concreto, não deve haver lugar a referendo. O argumento de que não se referendam direitos fundamentais é o da carroça à frente dos bois: se nada existe na Constituição sobre o casamento de homossexuais e se se está justamente a votar uma lei que o permita, não pode haver direito fundamental se nem sequer existe ainda o direito consagrado em lei. O argumento de que o casamento de homossexuais consta do programa do actual Governo e que, por via disso, já estaria sufragado com a eleição legislativa, esse, é pura demagogia, para não dizer batota. Algum eleitor sabe quais são as 722 medidas do programa do Governo e algum votou sim a todas elas? E, enfim, o argumento de que não deve haver lugar a referendo porque a AR "tem toda a legitimidade para legislar sobre o assunto", esse, é simplesmente pateta. Se isso fosse argumento, então nunca haveria lugar a referendo algum, pois que, por definição, a AR tem competência para legislar sobre qualquer assunto. Mais vale rever a Constituição e extinguir o referendo, uma vez que o poder político parece dar-se tão mal com essa limitação dos seus poderes.

Ao contrário, eu penso, obviamente sem cair na banalização, que o referendo é uma forma de legitimar as decisões políticas mais complicadas na área dos direitos difusos, "questões fracturantes" ou lá como lhes queiram chamar. Agora, é verdade que isso não dispensa o incómodo de ter de convencer a maioria da razão que assiste a uma 'vanguarda' que, em determinado momento, quer alterar o estado de coisas - e nem sempre com razão. Temos dois exemplos opostos e que foram ambos marcantes. Na despenalização do aborto - que era uma causa bem mais pacífica e de justiça mais evidente - a maioria política de esquerda começou por perder o primeiro referendo, por simples arrogância intelectual. A injustiça manteve-se, mas, pelo menos, a lição política foi aprendida, porque, no segundo referendo, a esquerda mostrou mais respeito pela opinião dos eleitores e empenhou-se em convencê-los. Na regionalização, uma impressionante maioria política e institucional - que reunia todos os partidos de esquerda e parte do PSD, todos os autarcas e barões locais de todos os partidos, o Presidente da República, as centrais sindicais, Universidades e diversos poderes instalados - foi exemplarmente sovada por um grupo de cidadãos constituído ad hoc (e do qual tive a honra de fazer parte), depois de ter falhado por completo a tarefa de explicar aos eleitores as vantagens da idílica regionalização que propunham.

Não admira, por isso, que os que, sobretudo no PS e no PSD, já contavam com o ovo no cu da galinha e com uma generosa fábrica de 'tachos' e dinheiros públicos a desbaratar pelas famosas regiões administrativas, não tenham ainda desistido do sonho de impor a coisa sem ter de ir outra vez a votos, correndo o risco de nova e definitiva desautorização por parte dos eleitores: é essa a sua concepção de democracia. Mas há outros que, como José Sócrates, não se conformam também com o resultado do referendo à regionalização, mas, por pudor e por inteligência, entendem que ela agora só pode avançar, sem escândalo geral, através de um referendo que a legitime. E isso é curioso: se o poder político pode impor os referendos que lhe convêm e quando convêm - incluindo a sua repetição, quando o resultado lhe for desfavorável - qual é o argumento para negar igual direito à iniciativa popular?

Apesar de, repito, a situação actual configurar uma injustiça para com os homossexuais, não vejo que a sua reparação seja de tal forma urgente que não possa esperar meses pela realização de um referendo. Vencer e convencer seria a melhor e mais digna maneira de resolver definitivamente este assunto e colocar essa resolução ao abrigo de uma eventual maioria de direita que entenda, mais tarde, desfazer o que agora se fez. De duas, uma: ou se assume que se está a legislar contra a vontade da maioria; ou, então, se se arroga a representação dessa vontade, não se pode ter medo de a confirmar por consulta directa."


Texto publicado na edição do Expresso de 9 de Janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Pandemia ataca laboratórios mundiais


Anda aí um virus altamente contagioso. Este virus denominado por Euros é, ao contrário do resto, altamente benéfico para a saúde mas infelizmente, e apesar de ser muito contagioso, só ataca uma escassa parte da população. As vitimas deste virus estão restringidas aos laboratórios farmacêuticos atingindo só na Europa  a quantia de 5 000 000 000 de bactérias. Parece que este virus teve inicio nos Estados Unidos quando um cientista de nome Donald Rumsfeld, antigo secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque, registrou a patente para a cura para desta doença com o nome de Tamiflu e mais tarde a vendeu ao laboratório Roche.



Vão ser investigadas as alegadas pressões que a indústria farmacêutica exerceu sobre a Organização Mundial de Saúde e que levaram os governos a comprar a vacina em grandes quantidades.

Cinco mil milhões de euros (5 000 000 000), um número com nove zeros que impressiona em anos de crise.

O fabrico de antivirais e vacinas contra a gripe A deu um tal impulso à indústria farmacêutica, que levanta agora sérias dúvidas. O Conselho da Europa prepara-se para investigar o caso e quer criar uma comissão de inquérito para perceber se os laboratórios pressionaram a Organização Mundial de Saúde e a levaram a declarar a pandemia.

Um dos responsáveis do Conselho da Europa fala em falsa pandemia da gripe criada em benefício da indústria farmacêutica.

No dia 25 de Janeiro, o organismo promove em Estrasburgo um debate focado no exagero da OMS sobre os perigos da gripe A.

Só a Glaxo, o laboratório que fornece as vacinas para Portugal, teve 2.642 milhões de euros de lucro.

O Ministério da Saúde encomendou 6 milhões de vacinas. Até 5 de Janeiro só tinha recebido 470 mil doses. Ainda assim, há dias, Francisco George garantia que não sobram.

O mesmo não acontece noutros países europeus como a Holanda, a França, a Alemanha ou a Suiça. A França, por exemplo, pediu 94 milhões de doses. Tem agora 50 milhões a mais.

A gripe A matou 83 pessoas em Portugal. Em Julho, as autoridades nacionais de saúde previam que o vírus pudesse matar duas mil e 500. 


in sic.sapo.pt/online

sábado, 9 de janeiro de 2010

Será a homosexualidade igual à pedofilia?!


Tenho anda a ver, ler e ouvir algumas opinioes sobre este tema da aprovaçao do casamento entre pessoas do mesmo sexo e ontem ouvi uma que me fez reflectir e perguntar se a homosexualidade é vista como um desvio sexual e, como tal, nao devemos descriminar estas pessoas da sociedade e dar-lhes plenos direitos, acho que entao os pedófilos um dia também virao reclamar essa mesma defesa nos seus casos, pois a pedofilia nao passa de um desvio sexual tal como a homosexualidade. Que pensarao essas "baratas tontas" que andam por ai tao contentes a festejar esta nova lei? E quando possam adoptar crianças vamos ter  debaixo do mesmo tecto dois homens e umas crianças? Gostaria de saber...